A retórica se aquece

Nesse mês, como o volume é focado nos tratamentos e nos tratadores térmicos, pareceu apropriado trazer algumas informações úteis para aqueles que possam ter seus negócios afetados por essa onda de calor política

Eu estou acostumado a sentir o calor opressivo de uma fábrica de fundição, ou de uma instalação de tratamento térmico, próximo aos banhos de sal, mas, com certeza, nos últimos dias, o clima também está bastante quente lá fora. Isso claramente tem a ver com o momento de campanhas políticas no qual estamos imersos, porém, há outra mensagem política jogando mais ar quente. Essa mensagem se relaciona com todo o tema de aquecimento global (Global Warming – GW), ou, para os politicamente corretos, alterações climáticas.

Esse assunto já foi tratado anteriormente nesta seção dos EUA, no entanto, nesse mês, como o volume é focado nos tratamentos e nos tratadores térmicos, pareceu apropriado trazer algumas informações úteis para aqueles que possam ter seus negócios afetados por essa onda de calor política. Nos últimos meses, este assunto foi bastante recorrente nos noticiários devido à conferência climática realizada em Dezembro, na França.

O fator-chave a que você deve estar alerta, quando for decidir se irá se juntar ou não às maquinações deles, é que não há um consenso sobre o que está causando o GW (ausente nos últimos 18 anos) e se os humanos, de fato, têm algum impacto sobre ele. Você vai ouvir que 97% dos cientistas concordam que sim, mas essa é uma informação imprecisa e enganosa. É quase como se os políticos estivessem tentando fazer o truque mental Jedi naqueles de mente fraca. Não seja enganado.

Segundo a Forbes, os pesquisadores envolvidos nesses estudos distorceram as respostas de uma questão sem sentido e deturparam muitos trabalhos científicos. Pesquisas mais confiáveis (imparciais) não chegaram a um consenso.

Em um livro recentemente publicado, intitulado “Por que os Cientistas Discordam sobre o Aquecimento Global” (Why Scientists Disagree About Global Warming), os autores tecnicamente qualificados (todos cientistas) apontam para quatro razões: conflito entre cientistas de diferentes áreas; incertezas científicas fundamentais com relação ao modo como o clima global responde à presença humana; falha no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change – IPCC) das Nações Unidas para fornecer guias objetivos desta ciência complexa; e parcialidade entre os pesquisadores.

O meu editorial de Julho de 2007 parece notavelmente presciente, conforme eu acompanho as notícias recentes. Vale a pena a sua releitura, por meio desta curta URL (www.industrialheating.com/hotair). Sem refazer muito a mesma lógica, a chave para o combate contra essa onda quente política pode ser a pessoa que iremos eleger para a presidência.

“O fator-chave a que você deve estar alerta, quando for decidir se irá se juntar ou não às maquinações deles, é que não há um consenso sobre o que está causando o GW e se os humanos, de fato, têm algum impacto sobre ele. Você vai ouvir que 97% dos cientistas concordam que sim, mas essa é uma informação imprecisa e enganosa.”

Regulamentações a respeito de fatores como CO2 e ozônio aumentaram significativamente sob a administração atual. Na verdade, o número de páginas no Código de Regulamentações Federais aumentou em 15% com o Obama. As regulamentações federais que controlam nossas vidas agora preenchem 200.000 páginas. Durante essa campanha presidencial, nós pedimos a você que analise esta questão e decida quais candidatos apoiam o lado da razão e da ciência para interromper essa maré de crescimento das regulamentações federais. Se isso for deixado sem verificação, há alguma dúvida de onde nós iremos terminar? O que irá acontecer com indústrias dependentes de energia, como as nossas, caso deixemos o truque mental Jedi nos influenciar? Um artigo de Janeiro (nos EUA), em resposta ao anúncio da Tata Steel de que estava cortando 1.000 empregos no Reino Unido, indicou que altos custos de energia e importações baratas de aço (especialmente da China) eram as responsáveis. Os custos com energia da Tata Steel são muito maiores por causa de uma variedade de taxas ambientais que são cobradas dos grandes usuários de energia. Caso seja permitido que as regulamentações continuem a atuar nos Estados, nós teremos o mesmo destino. E empresas como a U.S. Steel, que perdeu $ 1,5 bilhão no ano passado, vão acabar em uma situação como a da Tata Steel.

Felizmente, enquanto eu escrevo, ouvi que a Corte Suprema dos EUA bloqueou regulamentações federais para frear emissões de CO2 das plantas de energia. Um total de 27 Estados e várias empresas e grupos de negócios (como a Associação Americana dos Fabricantes de Manufaturados (National Association of Manufacturers – NAM)) fizeram uma requisição para que a Corte bloqueasse o Plano de Energia Limpa do Obama. São boas notícias para a nossa indústria e más notícias para o Obama.

Como nosso artigo está chegando ao fim, vou usar o mesmo parágrafo de fechamento que escrevi em 2007.

“Com tão pouca evidência científica de que o aquecimento global é provocado por humanos, poderes políticos e a mídia fizeram disso uma questão moral. Em virtude dessa nova ‘religião’, meu editorial pode ser considerado imoral. No entanto, é cientificamente exato. Antes de permitirmos que legislações/regulamentações limitem a nossa liberdade de conduzir os negócios do modo como estamos acostumados, deveríamos ter certeza de que a ciência apoia as posições ‘morais’ adotadas pelas entidades políticas”.

Reed Miller
Reed Miller
Mestre em engenharia metalúrgica, experiências de carreira industriais variam de aço derretendo ao acabamento; rolamento de fabricação, testes e tratamento térmico; e forjou manufatura moinho-roll e tratamento térmico. Com mais de uma década como editor da Revista Industrial Heating nos EUA, ele traz mais de 35 anos de experiência para a sua posição. Contate: +1 412-306-4360 ou reed@industrialheating.com

1 Comentário

  1. Luiz Roberto Hirschheimer disse:

    Artigos interessantes.
    Para que eu possa emitir uma opinião sobre a proposta da “nova revista”, gostaria de ler alguns artigos técnicos.

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