Fornos 4.0 – Continuação

A Internet Industrial já começou. Ela reúne máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas para gerar profundas mudanças e trazer eficiência operacional para setores industriais diversos

A Revolução Industrial transformou a vida das pessoas com acesso a grande variedade de produtos, novas formas de geração e distribuição de energia, meios de transporte mais eficientes e migração massiva das pessoas para as cidades. Recentemente, a internet encolheu o planeta e revolucionou o acesso à informação e o modo de relacionamento entre as pessoas.

Vivemos agora uma revolução tecnológica que promete transformar novamente a maneira como o mundo funciona, gerando crescimento econômico, empregos mais qualificados e elevação dos padrões de vida. A Internet Industrial já começou. Ela reúne máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas para gerar profundas mudanças e trazer eficiência operacional para setores industriais diversos, tais como manufatura, transporte, energia e saúde.

Para acelerar este processo e fomentar colaboração entre os participantes desta comunidade, foi criado, nos Estados Unidos, em 2014, o Industrial Internet Consortium (IIC), que já conta com cerca de 250 associados de 30 países.

Em 10 de Agosto, foi fundada a ABII – Associação Brasileira de Internet Industrial, não por acaso, em Joinville (SC). A maior cidade de um dos Estados mais inovadores do Brasil possui duas fortalezas que favorecem tal iniciativa: manufatura de ponta (Tupy, Tigre, Embraco, Whirlpool) e avançada tecnologia da informação (Totvs, Neogrid).

Promover o crescimento e fortalecimento da Internet Industrial no Brasil, fomentar o debate entre setor privado, público e acadêmico visando a inovação e desenvolvimento do setor; promover a colaboração e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições internacionais que atuem na área são três dos vários objetivos da associação. Como já afirmamos no primeiro artigo, os fornos industriais não podem ficar de fora desta onda, já que estes equipamentos são fundamentais nos processos de transformação em diversas indústrias.

Fornos que informam e registram o que estão processando, avisam quais componentes estão com comportamento anormal, sugerem manutenções e que podem ser operados e monitorados a milhares de quilômetros a partir do smartphone não fazem mais parte do futuro.

É o presente, aproveite!

Claudio H. Goldbach
Claudio H. Goldbach
Engenheiro Químico com pós em Gerenciamento Ambiental na Indústria, ambos pela UFPR. Atualmente, é Diretor da Perfil Térmico Aquecimento e Isolamento Industrial Ltda. e da Termia Technology Corporation

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