A metalurgia do pó no seu dia a dia

A metalurgia do pó no seu dia a dia

A vida moderna nos proporciona uma série de produtos que facilitam as nossas atividades cotidianas ou nos permitem usar equipamentos para o lazer e o esporte. Muitos destes produtos possuem componentes feitos através da Metalurgia do Pó, sendo que em alguns casos esta técnica é a única economicamente viável.

Importante: Após a leitura deste texto, o leitor constatará que em todos os casos apresentados são empregadas também outras tecnologias tais como usinagem, estamparia, injeção, fundição, forjamento e materiais plásticos. O que chama a atenção é que todas estas tecnologias são conhecidas do grande público, enquanto que a Metalurgia do Pó, mesmo com sua evidente importância, é pouco conhecida por nossos engenheiros, professores e alunos. Vamos ver alguns exemplos?

Nas residências, nos liquidificadores e ventiladores que possuem buchas autolubrificantes sinterizadas, interruptores de luz que possuem contatos com ligas com alto ponto de fusão, filamentos de tungstênio das lâmpadas, peças para equipamentos de jardinagem, fechaduras, imãs para decoração ou fechamento de portas, componentes para compressores utilizados em geladeiras e ar condicionado, materiais cerâmicos como baixela de pratos.

Nos veículos, as bielas, engrenagens e peças de motor, componentes da suspensão e câmbio, itens de segurança crítica como os pistões e válvulas de amortecedores, e pigmentos para pinturas metálicas aplicadas no veículo.

Na medicina, onde materiais sinterizados são utilizados na confecção de próteses, e na odontologia onde aparelhos ortodônticos e pinos para próteses também são fabricados através da metalurgia do pó. Ainda na medicina, a tecnologia do pó é utilizada na fabricação de comprimidos para medicamentos.

Nos bens de consumo como caixas de relógio, teclados de celular, armações de óculos e contra-peso para vibra-call, imãs para uso em alto-falantes e motores elétricos, chapas de cobre com alta pureza para capacitores eletrolíticos utilizados em produtos eletrônicos, e materiais magnéticos para motores e atuadores elétricos.

Na aviação em rotores de turbina e sistemas de trem de pouso, onde o metal sinterizado é utilizado devido à sua estrutura extremamente homogênea e desempenho acima de qualquer outro material metálico.

Nos pães onde uma determinada quantidade de pó de ferro enriquece o alimento, permitindo assim reduzir a possibilidade de anemia no corpo humano.

No tratamento de água onde o pó de ferro é empregado na redução de metais pesados, e no tratamento de gases e fluídos, com a utilização de filtros metálicos de bronze e aço inox. Quer saber mais sobre esta técnica? Convido a visitar a página www.metalurgiadopo.com.br.

 

Fernando Lervolino
Fernando Lervolino
Engenheiro mecânico com MBA em Gestão Empresas pela FGV. Pwder Metallurgy Technologist pela MPIF (USA), coordenador e co-autor da obra "A Metalurgia do Pó" (2009), atuando com Metalurgia do Pó desde 1990 nas empresas Qualisinter, Metalpó Grupo Setorial de Metalurgia do Pó, Höganäs e BS Metalúrgica, nas áreas de P&D, projeto, automação e marketing

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