O retorno das ferrovias

Quando nós pensamos em ferrovias, lembramos do tempo do nosso avô. Certamente, as ferrovias são um emblema do passado. A história está contada, e você provavelmente verá uma locomotiva em seu filme favorito de Bang-Bang.

Mas, você sabia que as ferrovias são uma indústria de US$ 78 bilhões nos EUA? Você também sabia que, tendo investido US$ 42 bilhões desde 2008 para melhorar as operações e a tecnologia, as ferrovias estão retornando? Até o final de 2011, a CSX está planejando contratar mais 5.000 funcionários. Os investidores como Warren Buffett estão apostando pesadamente no ressurgimento das estradas de ferro, com bilhões investidos nos últimos anos. Um fornecedor para a indústria ferroviária do oeste da Pensilvânia se tornou recentemente o primeiro das 1.900 empresas da bolsa de valores de Nova Iorque a ter cotações crescentes em cada um dos últimos 10 anos.

No ano passado, a Industrial Heating cobriu histórias sobre a Timken Company, que adicionou 100 postos de trabalho para aumentar a produção de rolamentos para vagões de trem. A Timken tem servido a indústria ferroviária por mais de 80 anos e também tem instalações para remanufatura de rolamentos ferroviários. Rolamentos cônicos para a indústria ferroviária são produzidos a partir de ligas de aço 8720 cementadas, algo que foi discutido em um artigo de abril de 2009.

Também anunciamos que a Steel Dynamics começou a produção comercial de trilhos de para atender as especificações da AREMA (Associação Americana de Engenharia Ferroviária e Manutenção de Vias, em inglês, American Railway Engineering and Maintenance-of-Way Association). O trilho é geralmente produzido a partir aço de alto carbono (0,6-1,0 % C).

As rodas ferroviárias são geralmente fabricadas em um processo de forjamento e laminação. Neste processo de forja, uma roda “vazia” é forjada a partir de um bloco de aço. A segunda operação de forjamento forma o contorno grosseiro da roda. O próximo processo é uma operação de conformação do metal chamada de laminação da roda, que usa vários rolos (geralmente 8) para configurar diferentes partes desta complicada forma geométrica.

O aço utilizado nas rodas ferroviárias depende da classe das rodas. Os tipos mais comuns são os AISI 1060 ou 1070. Ambos os graus são tratados termicamente usando uma técnica chamada “tratamento de aros” (rim treating), que envolve o aquecimento da roda inteira em um forno a cerca de 899ºC, seguido de um resfriamento do aro da roda por spray de água. As rodas também são jateados a um padrão industrial para melhoria da resistência a rachadura por fadiga sob a tensão do rolamento.

Os metais em pó também se envolvem na ação, bem como não-ferrosos, através do uso de espuma de alumínio ultraleve. A “espuma” PM é trabalhada em chapas e perfis. Durante o tratamento térmico, o material se expande e torna-se altamente poroso. Ele é usado para postes de colisão, gaiolas contra acidentes, zonas de amortecimento de acidentes e barreiras de impacto lateral dos vagões das locomotivas.

A General Electric está envolvida na produção de locomotivas. A produtividade está acima da de uma década atrás em sua fábrica em Erie, Pensilvânia. A instalação é grande porque uma locomotiva média mede cerca de 23 metros de comprimento, pelo menos 4,5 metros de altura e pesa 190 ton. Os pesados motores a diesel para a instalação de Erie são produzidos em Grove City, Pensilvânia. Estes motores tem potência que varia de 4000 a 6000 cavalos. Cada motor custa cerca de US$ 500.000.

Você pode ter ouvido os comerciais divulgando a natureza “verde” do transporte ferroviário de cargas. Os trens estão agora mais eficientes em termos de combustível do que os carros híbridos. Eles são capazes de percorrer grandes distâncias com apenas um galão de combustível e podem transportar mais carga que o equivalente a 300 caminhões. Os motores híbridos diesel-elétricos reduzem o consumo de combustível em 15% e as emissões em 50%, quando comparados aos equivalentes a diesel somente.

Agora você sabe um pouco mais sobre a indústria ferroviária atual, porque é uma indústria em crescimento e como o processamento térmico de locomotivas foi do ferreiro local para a sofisticação do século 21.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *